como todo início de ano chegamos carregados de metas, otimismos e transformações. mas mais do que metas pessoais esbarramos com o coletivo. ou melhor, coletivo é gente demais, mas o que podemos sentir dos nossos ciclos próximos e pessoas que convivemos.
2025 talvez tenha sido o ano da fadiga total, da saturação. do momento que entendemos, definitivamente, que aquela angústia e ansiedade que sentimos depois de horas de scroll não é normal. depois que entendemos que descanso não é chegar em casa e se afundar no tiktok e que falta o toque físico, o olho no olho, o interesse em assuntos aleatórios que surgem em uma mesa de bar.
o começo de 2025 foi, então, inundado de receitas de detox, menus de dopamina, aplicativos para bloquear a tela. mesmo assim, como bom viciadinhos, voltamos. basta um deslize, uma semana ruim, que nossas horas de tela sobem e a angústia volta.
2026 vem com menos receitas e mais rituais ~ meio ~ consolidados. as aulas de cerâmica já inseridas na rotina, o passeio na rua sem o celular, os encontros presenciais marcados na agenda.
não é só sobre o tempo de tela. na verdade, é sobre como diminui-lo molda nossos gostos, assuntos, os livros que escolhemos ler e as músicas que está nos nossos ouvidos. queremos menos lugares e pessoas com cara de algoritmo e mais lugares e pessoas com imperfeições, marcas de uso, uma quadro que não combina na parede.
não é sobre sair do celular, mas é aprender quem somos sem ele.
que 2026 abrace a volta das longas horas conversando ao redor de uma mesa, os pratos descombinados e as fotos não posadas.
feliz ano novo 🤎
ei, essa é a nossa newsletter semanal. com desabafos, dicas de rotina, links deliciosos que encontramos na internet e olhares otimistas para papos ambientais. manda essa news para quem também pode gostar?
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os livros que peguei emprestado da minha avó
assumo que não queria colocar aqui mais um link de como se planejar, como tirar sonhos do papel, nem nada do gênero. acredito que a sua caixa de entrada ou algoritmo do tiktok já tenham feito o papel de te entregar, pelo menos, uns 20 conteúdos sobre o tema.
ano passado, cansada de seguir as indicações das redes sociais, resolvi deixar tudo que eu iria ler nas mãos da minha avó. percebi que toda indicação, seja na livraria, no instagram e até de amigos próximos, estavam vindo com a mesma cara e títulos.
não que isso seja um problema, mas muitas vezes eram estilos de livro que eu nem gostava e continuava lendo porque “todo mundo” estava indicando.
fui direto na prateleira da minha avó e perguntei o que ela estava gostando e me indicava.
esses foram os meus favoritos. (e sim, eu postei no tiktok, rs)
quem acredita em horóscopo?
ano passado eu assinei a newsletter do Personare (aquele site que fazemos o mapa astral, sabe?). apesar de nunca ter acreditado no papo de horóscopo de revista, o Personare te envia emails semanais relatando os movimentos astrológicos de acordo com seu mapa. aqui, eles falam muito mais sobre tendências do que sobre certezas.
e não é que eu to gostando?
as boas notícias que a ciência trouxe em 2025
começar o ano com boas doses de otimismo é necessário. aqui as boas notícias que a ciência trouxe em 2025. (o link é em português)







